segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Que Venha o 14º!


Dionathan Matos

E o 13º deste ano saiu, que maravilha! Bom, pelo menos a primeira parcela dele saiu. Demorou, mas a grana ta lá.

Tenho certeza que você, meu caro operário siderúrgico, só esperava este momento pra comprar aquela TV de plasma de 52 polegadas né? Ah garoto, vai assistir aos jogos finais do Brasileirão naquela telona hein? Bão demais sô!

E você minha amiga dona de casa, depois de muitos meses finalmente vai poder comprar aquela mesa linda pra sua sala. Aquela de seis cadeiras, trabalhada em sucupira e com tampo de vidro. Que chique. Minha mãe comprou uma dessas recentemente. De quantas vezes? Vai pagar em... bom, vamos continuar falando de coisa boa.

E aquele camarada que começou a trabalhar numa loja de eletrodomésticos em outubro do ano passado? Era emprego temporário, desses que abrem aos montes no final do ano. Ele praticamente não aproveitou nada do 13º porque só veio uma miserinha. Mas ele é brasileiro e não desiste nunca. Mostrou serviço e foi contratado. E agora? Bem, agora o 13º vem completo. Aproveita meu camarada, pois você merece.

E então gente, vamos às compras? Ei,ei peraí, calma! Primeiro vamos às dívidas. É, isso mesmo, às dívidas. Primeiro vocês precisam pagar as dívidas anteriores para depois pensar em compras.

A primeira coisa a fazer é eliminar ou reduzir suas dívidas anteriores. Se você for inteligente, vai usar o décimo terceiro para pagar o que está atrasado e só aí pensar em compras. Não sou eu que digo isso, é o professor da Fundação Getúlio Vargas Luis Carlos Ewald, especialista em orçamento doméstico.

Segundo ele, o dinheiro para as compras é o último em uma lista de prioridades que inclui não apenas as dívidas passadas, mas também os gastos de janeiro e fevereiro.
Ainda de acordo com Ewald, “o início do ano concentra muitos gastos, como o IPTU, o IPVA, as matrículas de escola e também as férias das crianças. Só para se ter uma ideia, os meses de março e abril têm historicamente o maior nível de inadimplência. As farras de Natal comprometem esses dois meses”, diz.

Entenderam?

Olha amigão, eu sei que você ralou o dia inteiro na mineradora e está cansado, mas tenho que lembrá-lo da prestação do apê que está atrasada. Pelo visto aquela TV de plasma de 52 duas polegadas vai ficar pra depois. Tudo bem. Afinal, aquela sua TV de 14 ainda tá boa. A propósito, não esquece de me convidar pra ver o último jogo do Cruzeiro falou? Rumo à Libertadores! Assim espero.

Ô minha amiga, essa mesa de sucupira é realmente maravilhosa, mas agora não dá. Você ainda nem terminou de pagar a máquina de lavar. E olha que a danada já tá com defeito hein? Mas tudo bem, nada como jantar no sofazinho da sala curtindo um futebolzinho. Depois da novela, é claro.

E quem também dançou legal nessa história foi o nosso vendedor. Lembra? aquele que foi contratado no final de 2008. Além de também estar endividado e precisar do 13º pra sair da forca, acaba de perder dois clientes.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Virtual / Presencial


Psicóloga afirma que, mesmo entre aqueles que só mediam suas relações
pela internet, há sempre a necessidade de encontros reais


Dionathan Matos

É difícil encontrar entre os jovens de hoje indivíduos que não se interessem pelas novas ferramentas da comunicação digital. Difícil, não impossível. A internet criou uma noção diferente de comunidade e novas formas de expressão que, cada vez mais, são assimiladas pelos jovens. Uma dessas formas são as redes sociais: espaços virtuais criados para que pessoas que possuem interesses, valores e/ou objetivos comuns se comuniquem e compartilhem idéias.

Mas as redes não são uma unanimidade entre os jovens. A estudante de jornalismo Carla Moreira afirma que não usa a internet com frequência fora de seu ambiente de trabalho. “Se eu ficar 20 minutos na internet quando estou de folga é muito”. Ela não namora atualmente e não cogita, de forma alguma, a hipótese de procurar um companheiro pela internet.

Claudia Amaral, formada em Publicidade e Propaganda, é do tipo que ainda manda cartas e não curte redes sociais. “Eu gosto muito de preservar minha intimidade. Não gosto de expor minha vida e meus momentos”. Ela tem irmãos, primos e até tios que fazem parte de redes, mas acha que as relações virtuais são superficiais e fúteis. Cláudia não dispensa a tradicional cartinha. Muitos podem considerá-la ultrapassada, mas o representante comercial Sílvio Araújo certamente não pensa assim. Ele se diz um “romântico à moda antiga”, manda cartas e flores para sua namorada e usa a internet apenas para ver seus e-mails, fazer trabalhos de faculdade e navegar por sites de notícias. Redes sociais? Nem pensar.

Mesmo entre aqueles que são fãs de carteirinha das redes, ainda pode-se encontrar algum vestígio de conservadorismo. A estudante do ensino médio Júlia Gailac usa a internet todos os dias e tem perfis em quase todos os sites de relacionamento que existem. Ela afirma que escreve depoimentos no orkut quase o tempo todo e conversa com vários amigos em outros países. No entanto, Júlia considera o relacionamento pela internet como “uma coisa muito fria, sem o sentimento de uma relação ao vivo”. A estudante tem uma amiga que conheceu o marido pela internet, mas não se imagina nessa situação.

Alienação

Segundo a psicóloga Sylvia Flores, mesmo os indivíduos que gostam muito da internet e que mediam suas relações por meio dela, cedo ou tarde terão necessidade de um encontro real. “Precisamos do virtual / presencial”. Ainda de acordo com ela, pessoas que só conseguem se relacionar pela rede sofrem de um desequilíbrio. “Esse tipo de pessoa se afasta da realidade e fica sem saber como lidar com os outros, perde o traquejo social”. Sylvia classifica isso como um embotamento afetivo do comportamento, como alguém que pára de estudar e sofre um embotamento intelectual. Ela considera ideal que o indivíduo saiba transitar nos dois mundos, ou seja, lidar com as novas tecnologias sem se desligar da realidade.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Enquetes

Exercício

Silvio Araújo RA 4048531
Marco Antônio Pereira RA 40492981

Texto: Jáder Rezende - Repórter - 11/11/2009 19:52

O mais recente levantamento da dengue, que abrangeu 33.341 imóveis, aponta que em 33,44% deles foram encontrados objetos descartáveis acumulados, propícios à proliferação do mosquito.
Em pelo menos duas de cada cem residências de Belo Horizonte foram detectados focos de dengue, na segunda quinzena de outubro, quando foi promovido o último Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti na capital (LIRAa).
O índice é o mesmo constatado no último levantamento, relativo a janeiro e março deste ano. O novo balanço da dengue na capital revelou que o LIRAa é de 2,2%, classificado pelo Ministério da Saúde como situação de alerta.
O quadro se torna ainda mais preocupante com a constatação de que 70% dos belo-horizontinos ainda não tiveram contato com os três tipos de vírus que circulam na capital. Para a Secretaria Municipal de Saúde, que conta com orçamento de R$ 15 milhões anuais para combater a dengue, a população é a principal responsável pela disseminação da doença.
O novo balanço da dengue foi apresentado ontem pelo secretário Municipal de Saúde, Marcelo Teixeira. Ele lamentou o fato de 90% da população deter informação sobre os cuidados básicos para se evitar a proliferação dos focos de dengue, mas mais da metade (54%) não adota as medidas necessárias para o combate às larvas do mosquito transmissor dentro da própria casa.
“É necessário que cada um faça a sua parte. Belo Horizonte está em estado de alerta. Trata-se de uma atitude a ser tomada em defesa da própria saúde e também de toda a cidade”, disse, destacando que 80% dos criadouros estão dentro dos lares.
Além da população, a culpa foi atribuída às intempéries do tempo, que, nos últimos meses, favoreceram a proliferação de larvas do mosquito transmissor. A antecipação das chuvas de outubro, com a maior média pluviométrica das últimas três décadas, e o calor escaldante registrado nas últimas semanas foram destacados por Teixeira como condições climáticas ideais para a eclosão de ovos do Aedes aegypti.
O levantamento indica, ainda, que as regiões historicamente mais afetadas continuam as mesmas: Norte, Noroeste e Pampulha, na divisa com o município de Contagem. As regiões do Barreiro e Centro-Sul apresentaram o menor índice de infestação (1,4%).
As ações de combate mais recentes envolveram ainda a notificação de quase 6 mil proprietários de imóveis que se encontravam fechados. Cerca de 600 proprietários, que se recusaram a abrir as portas para a verificação da existência de focos de dengue, tiveram os imóveis arrombados e foram multados, cada um, em R$ 5 mil.
Na manhã desta quarta-feira (11), o Grupo Executivo de Combate à Dengue se reuniu com a cúpula da Secretaria Municipal de Saúde para definir novas diretrizes no combate à doença. Foi definido que as ações passarão a ser mais estreitas com a Cemig, CBTU, Detran e Sindicato da Indústria da Construção Civil.
Teixeira informou ainda que, até o início de dezembro, 104 novos agentes de combate à dengue se juntarão aos 1.218 em atuação na cidade hoje, e que campanhas junto a escolas serão incrementadas na tentativa de reduzir os índices elevados. No dia 28 próximo, a Secretaria de Saúde promove mais um Dia D de Combate à Dengue na capital.


Perguntas:
Simples: Você já foi picado pelo mosquito da dengue? Sim ou não.
Elaborada: Você acha importante a população participar no combate a dengue?
Fórum: Qual o trabalho que a prefeitura vem realizando junto a comunidade?
Chat:Participe do chat com o ministro da saúde, sobre a proliferação da epidemia da dengue em Belo Horizonte, no dia 12 de novembro, de 14 às 17 horas.

Liminar impede aplicação da Lei Antifumo em dois mil estabelecimentos do Rio de Janeiro

No despacho, juiz diz que só cabe à União legislar sobre o assunto.
O governo do Estado vai recorrer da decisão.


No primeiro dia em que a nova Lei Antifumo começou a valer para efeito de fiscalização e multas, no Rio, o Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (SindRio) obteve uma liminar que isenta cerca de dois mil estabelecimentos associados da ação fiscalizadora. Com isso, os agentes não poderão aplicar qualquer punição aos donos desses estabelecimentos caso sejam flagrados clientes fumando.

O governo do Estado informou que, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), irá recorrer da liminar concedida ao Sindicato. Mas, segundo o subsecretário Jurídico, Pedro Henrique di Masi, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil não recebeu, até o início da tarde desta quarta-feira (18), mandado de intimação referente à ação impetrada pelo SindRio.

A liminar foi concedida pelo juiz Luiz Henrique Marques, da 1ª Vara de Fazenda Pública, no final do expediente de terça-feira (17), e passa a valer a partir desta quarta-feira (18).

No despacho, o juiz alega que compete à União legislar sobre o assunto, uma vez que está em vigor desde 1996 uma lei federal que proíbe o fumo em locais públicos ou privados fechados.

Pelo menos 200 agentes da Vigilância Sanitária do Município estão nas ruas para fiscalizar se os estabelecimentos estão cumprindo a lei. A concentração maior é no Centro, Barra da Tijuca e bairros da Zona Sul. Ainda não há informações sobre a aplicação de multas.

Leia mais

Enquete:
Você concorda com a liminar concedida ao SindRio?
( ) Sim
( ) Não

Enquete elaborada:
Você considera a nova lei antifumo anticonstitucional?
( ) Sim. Uma lei como esta limita a área de atuação do fumante e restringe sua liberdade.
( ) Não. O hábito de fumar é nocivo à saúde e não tem nenhum amparo na constituição federal.

Fórum
Comente a decisão do Juiz Luiz Henrique Marques.

Chat
Participe nesta quinta-feira, 19/11, às 18h30min, de um chat com o subsecretário Jurídico da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil do Rio, Pedro Henrique di Masi,sobre as conseqüências da liminar que impede os agentes da Vigilância Sanitária de multarem os estabelecimentos do SindRio que não cumprirem a nova lei antifumo

Postado por Dionathan Matos

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Manifestantes do Irã usam internet para difundir rebelião

As ruas iranianas foram tomadas por milhões de pessoas ontem. Os protestos ocorreram após o país anunciar a vitória do presidente Mahmaaud Ahmadinyad nas eleições do dia 12. O motivo principal foi a suspeita de uma fraude maciça na reeleição de Ahmadenejad, a rebelião ocorreu nas ruas, mas também com uma intensidade na internet por meio de redes sociais como Facebook, Twitter e no Youtube.
A conseqüência da crise no Irã vai muito além de suas fronteiras. A paz no mundo depende do desfecho. O pais possui a segunda maior reserva de petróleo do mundo, perde apenas para a Arábia Saudita. O Irã possui uma população de 71 milhões de habitantes, e é o maior reduto de mulçumanos do mundo.
Os protestos seguiram uma reação. AS marchas com centenas de milhares de pessoas, durante toda semana, foi seguida de forte repressão promovida pela policia ou integrantes de uma milícia. Islâmica. O cerco à informação começou com o bloqueio de sites e a não renovação de autorização de te permanência dos jornalistas estrangeiros, o Irã fechou as portas para o mundo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pauta

Dionathan Matos
Nome do site: aldeia.com.br

Tema
Jovens que não curtem relacionamentos virtuais

Finalidade da matéria
Mostrar que mesmo entre os jovens desta geração digital há quem curta relacionamentos amorosos e amizades à moda antiga, que valorizam o contato pessoal e o diálogo face a face.

Histórico do assunto
A internet configurou a forma de trabalhar, relaxar e até de namorar da geração que hoje está entrando na universidade. A rede criou, para eles, uma noção diferente de comunidade e novas formas de expressão, que são libertadoras e divertidas, mas que também podem se tornar um campo para trivialidades e até para exploração criminosa. A internet possibilita a ladrões de identidade e a predadores sexuais um novo lugar para procurar suas vítimas. Talvez mais comuns do que esses perigos já bem conhecidos sejam os dramas cotidianos causados pela disseminação de boatos on-line. E a coisa pode ficar feia, particularmente quando as pessoas divulgam seus perfis em diários on-line, os blogues.

Dados gerais sobre a matéria
Uma pesquisa divulgada nessa semana aponta que 20% dos jovens entre 22 e 30 anos terminam seus relacionamentos amorosos pela internet, em sites como o Facebook e o Twitter. O número aumenta entre aqueles que têm menos de 21 anos: 48% publicaram o fim do relacionamento na rede.Os dados foram obtidos a partir dos últimos 12 meses, por um questionário conduzido pelo site de presentes LoveHearts .
Os novos solteiros admitiram que enviaram uma mensagem de texto por celular ou por e-mail ou que mudaram o status de relacionamento da sua rede social --indicativo da separação dos nossos tempos. Quase todos os entrevistados (95%) admitiram usar o Facebook e o MySpace para pesquisar sobre novos parceiros amorosos. Os casais, segundo os dados da pesquisa, costumam usar sites para documentar seus relacionamentos.
Mais de 65% das pessoas que responderam à pesquisa disseram que disponibilizam suas fotos de relacionamento on-line, enquanto 48% usam os sites para anunciar seu compromisso.
"Não há dúvidas de que as redes sociais têm um efeito significativo em relacionamentos nesse começo de milênio", afirmou Andrew Matlow, da empresa que administra o site Love Hearts, ao jornal britânico "Daily Mail".

Fonte
Sílvia Flores – Psicóloga
Perguntas:
- Do ponto de vista psicológico, o que faz um jovem gostar ou não de relacionamentos virtuais?
- Até que ponto a família exerce influência sobre isso?
- Quais são as conseqüências do relacionamento virtual para vida social do jovem?

Personagem
Claudia – Estudante de jornalismo que não gosta de relacionamentos online

- Porque vc prefere escrever uma carta para um amigo do que enviar e-mail?
- Com que freqüência vc usa a internet?
- Você nunca teve vontade de fazer parte de alguma rede social?

Pauta

Centro Universitário Newton Paiva
Jornalismo 6º Período noite
José Sílvio de Araújo RA: 4048531
Tema do site Aldeia.
Enfoque do site: Público alvo jovens que gostam música , diversão e boa informação. Passaremos várias notícias , abordaremos o cinema e assuntos relacionados ao comportamento.
Matéria: Jovens na escola.
Finalidade: Mostrar o que é feito na escola na tentativa de melhorar a educação e inibir atitudes indesejáveis de alguns jovens.
Local: Escola Estadual Marques Afonso.
Público: Adolescentes e jovens, idade de 12 aos 20 anos.
Fontes: Diretor: William, professores e alunos.
Perguntas:
1- A escola utiliza algum programa específico?
2- Qual é a punição para os alunos que descumprirem as regras?
3- Existe algum trabalho voltado para os pais?
4- Alunos como lidam, vêem a escola?
5- O resultado da escola é satisfatório?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Manifestantes declaram guerra virtual ao governo Ahmadinejad

Me preparando para a guerra nas ruas se ELE der luz verde...” Assim começa a última mensagem que a jovem iraniana Tara Mahtafar, de Teerã, colocou em seu twitter no momento em que esta reportagem começou a ser escrita, aos 21 minutos da quarta-feira, 21 de outubro. O verde a que ela se refere é a cor que invadiu o Irã desde que ELE, Mir Hossein Mousavi, resolveu desafiar os resultados oficiais das eleições para a Presidência do Irã.
O verde foi a cor escolhida por Mousavi, de 68 anos, pintor abstrato e arquiteto de obras relevantes, para dar a sua campanha o símbolo da esperança. Num artigo escrito para um dos melhores sites árabes em inglês, o Al Jazeera, Tara notou o traço “obamesco” da cruzada de Mousavi. “Um slogan é ‘dolat-e omid’, ou o governo da esperança”, escreveu ela.
Desencadeados por denúncias de fraude na eleição presidencial do último dia 12 de junho, os protestos na República Islâmica do Irã já ultrapassaram as ruas e seguem com uma intensidade surpreendente na internet, por meio de redes sociais como o Facebook e o Twitter e sites como o YouTube. Isso mostra que, ao contrário da ostilidade das democracias, principalmente as ocidentais, as novas ferramentas da internet estão incomodando os regimes totalitários.
A rebelião, tanto real quanto virtual, tem sido literalmente esmagada pelas autoridades do atual governo e por seus simpatizantes. As marchas com centenas de milhares de pessoas, durante toda a semana, foram seguidas de forte repressão promovida pela polícia ou por integrantes de uma milícia islâmica, a Basij, uma numerosa força paramilitar formada por voluntários à paisana.
Em uma semana, centenas de políticos oposicionistas e manifestantes foram presos, jornais foram censurados, comícios foram proibidos e universidades foram fechadas. O cerco à informação começou com o bloqueio de sites e terminou com a não renovação da autorização de permanência dos jornalistas estrangeiros, o que praticamente fechou o país aos observadores.
Mas a repressão não desanimou as massas insatisfeitas com o atual regime dos aiatolás. As marchas diminuíram, mas, ao que tudo indica, manifestantes e políticos oposicionistas estão longe de desistir da luta por eleições democráticas. E se os protestos não continuarem nas ruas, provavelmente continuarão no ciberespaço.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mídia digital, um novo tipo de jornalismo

 Há 15 anos, a televisão, o rádio e o jornal impresso eram os únicos veículos de que um cidadão comum dispunha para se manter informado. Mas de lá para cá a internet trouxe uma série de novas tecnologias que revolucionaram a comunicação e, consequentemente, a forma de se fazer jornalismo. A Web 2.0, um novo conceito da experiência online, possibilitou a democratização da informação no ciberespaço. Pensar em comunicação hoje é pensar em interatividade e colaboração.
Os blogs constituem a ferramenta mais popular da nova internet. Tanto que as novidades hoje são frequentemente divulgadas primeiro em um blog e depois nos meios de comunicação de massa. Não são necessários conhecimentos técnicos para criar e gerenciar blogs. Um novo blog é criado cada vez que alguém pisca os olhos, segundo pesquisa do site de buscas Technorati entre 2002 e 2006.Eles se tornaram muito populares a partir dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, na cidade de Nova Yorque. Essas páginas virtuais também foram determinantes por ocasião das tragédias causadas pelo furacão Katrina no sudoeste dos Estados Unidos. Pessoas do mundo inteiro procuravam notícias na internet e já se sabia que as informações mais recentes poderiam estar nos blogs.
Através do blog qualquer pessoa em qualquer parte do mundo pode produzir divulgar suas ideias e, conforme as circunstâncias, influenciar a grande mídia. Foi o que aconteceu nos exemplos já citados. Isso é o “Jornalismo Cidadão”, um novo conceito no qual já não existe a separação entre o emissor e o receptor da notícia. Ou seja, tanto o jornalista quanto o leitor, o ouvinte e o telespectador, converteram-se em interlocutores que, através da web, colaboram e interagem na busca da informação de qualidade. Basta ter um celular ou uma câmera digital e pronto, em questão de minutos é possível registrar o fato e divulgá-lo na rede.
Não são apenas os blogs que proporcionam essa participação de forma global na produção de notícias. O mesmo se dá com outras ferramentas desenvolvidas na internet, como os vlogs, flogs, podcasts e os sites wiki. Esses últimos podem ter seu conteúdo alterado, apagado ou reescrito por quem quer que seja a qualquer momento. O modelo mais conhecido desses sites é a Wikipédia, uma enciclopédia virtual que surgiu em 2001 e que atualmente é usada como fonte de informações por milhões de pessoas no mundo inteiro, inclusive jornalistas. Obviamente que estes a usam, ou deveriam usar, apenas para obter informações básicas, que mesmo assim devem ser checadas em fontes mais seguras.
As redes sociais atraem novos usuários a cada minuto e pode-se dizer que elas mudaram a maneira de viver das pessoas. Antes os relacionamentos eram pessoais, agora são, cada vez mais, virtuais. Namorar pela internet já é uma coisa comum há muitos anos, mas agora já é possível até casar pela rede mundial de computadores. Recentemente foram divulgados vários casos de pessoas que reencontraram parentes desaparecidos há muito tempo através do Twiter, o novo fenômeno de popularidade da internet. O governador de São Paulo, José Serra, é um dos muitos políticos que perceberam o potencial desta nova ferramenta. Ele a usa como veículo de campanha.
As redes também tem o poder de transformar desconhecidos em celebridades da noite para o dia. É o caso da jovem Stéphani que produziu um vídeo intitulado “Stéphani e seu CrossFox”. O vídeo teve uma repercussão tão grande que ela foi convidada para o programa de TV Domingo Legal e ainda ganhou um CrossFox de presente da VolksWagen pela propaganda gratuita.
A internet colocou à nossa disposição uma série de instrumentos que não devem ser negligenciados pelos jornalistas. É claro que ninguém vai conseguir reconhecimento da mídia ou do mercado da noite para o dia só porque sabe manejar essas novas armas. Uma dose de técnica é sempre bem vinda, mas talento e criatividade sempre serão indispensáveis ao bom jornalismo.















quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Podcasts

Podcasts, ou podcastings, são arquivos de áudio transmitidos via internet. Vem da fusão de duas palavras: iPod, o tocador de arquivos digitais da Apple, e broadcast, que significa transmissão em inglês. O nome surgiu relacionado ao iPod, mas logo passou a ser utilizado para definir um tipo de divulgação de arquivos de som, vídeo e imagens. O podcast tem vários programas, ou episódios, como se fosse um seriado de arquivos. Eles ficam hospedados em um endereço na internet e, por download, chegam ao computador pessoal. A divulgação do podcast é feita por um arquivo RSS, que traz informações relacionadas aos programas ou episódios. O público assina o podcast utilizando um agregador, um programa que interpreta o RSS e faz o download das novidades.

Redes Sociais

As novas ferramentas da comunicação fizeram com que relacionamentos pessoais se tornassem virtuais. Hoje em dia é possível fazer compras, viajar para qualquer parte do mundo, conhecer pessoas, namorar e até mesmo casar pela internet. As crianças não brincam mais nas ruas, nem sequer sabem o que é “queimada”, “rouba bandeira”, “pique-esconde”, “pega-pega”, etc. Suas diversões estão focadas nos mais variados jogos eletrônicos. Eis alguns exemplos de redes sociais: Orkut, twitter, MSN Messenger, Google Talk, MySpace, FaceBook, entre outras. As redes sociais podem ser divididas em três vertentes: Rede Social Primária ou Informal, formada por todas as relações que as pessoas estabelecem durante a vida cotidiana; Rede Social Secundária ou Global: é formada por profissionais e funcionários de instituições públicas ou privadas, por organizações não-governamentais, organizações sociais etc; Rede Social Intermediária ou Rede Associativa: é formada por pessoas que receberam capacitação especializada, tendo como função a prevenção e apoio.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Videolog

Videolog (ou vlog) é uma variante de weblogs cujo conteúdo principal consiste em vídeos. Tem estrutura similar a weblogs e fotologs. Os vídeos são exibidos diretamente em uma página sem a necessidade de fazer dawnload do arquivo. Os vídeos a serem exibidos podem ser feitos com câmeras digitais, filmadoras analógicas ou filmadoras digitais. Normalmente esses vídeos tem duração máxima de 10 minutos e resolução mínima de 320 por 240 pixels. São comprimidos para facilitar a transmissão na internet. O videolog utiliza o formato Adobe Flash para disponibilizar o conteúdo. O site Videolog foi criado em outubro de 2004 com a proposta de levar entretenimento aos usuários de internet. Em 2006 o site passou por uma reformulação e começou uma parceria com a OI operadora de telefonia móvel. A partir daí os usuários começaram a enviar seus próprios vídeos. Em 2009 o site lançou uma nova versão com base na web 2.0. Os formatos aceitos para vedeolog são os seguintes: avi, .dv, .mov/.qt, .mpeg, .mp4,.3gp,.asf/.wmv e .flv.

Weblog



O nome vem da contração de duas palavras em inglês, “web”, de World Wide Web, e “log”, que pode ser traduzida como registro. Blogs são páginas da internet atualizadas regularmente por uma pessoa ou um grupo. Trazem textos, imagens, gráficos e quaisquer arquivos multimídia. As novidades hoje são frequentemente divulgadas primeiro em um blog e depois nos meios de comunicação de massa. Era um hoby juvenil, entrou no marketing dos negócios e tornou-se até profissão. Um blog tem estrutura cronológica, como um livro que começa pelo final (sempre o que você postou por último é que aparece). Tem o aspecto de um diário, ou seja, separa posts por data. Os leitores podem comentar os posts. Poder de um blog = RSS (Really Simple Sindication = divulgação muito simples). Tudo que foi escrito pode ser publicado em formato de arquivo RSS). Detalhes técnicos são irrelavantes para a manutenção de um blog. A primeira aparição dos Blogs foi em 1999. O criador foi um estudante norte-americano chamado Justin Hall. Os blogs se tornaram um fenômeno a partir do atentado terrorista às torres gêmeas do Word Trade Center em 2001. Na blogsfera, o cidadão passa a ser um produtor de informações. O receptor interage com o emissor. Um novo blog é criado cada vez que você pisca os olhos, segundo pesquisa do site de buscas Technorati entre 2002 e 2006.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Web 2.0


Grupo:
Dionathan Matos
Emiliene
Jefferson Delbem
Leonardo Cunha
Marcus Marques
Pedro Colen


Inicialmente fizemos um apanhado sobre como eram as coisas na época da Web 1.0 e como ficaram após o advento da Web 2.0. Em seguida dissertamos sobre os modelos da Web 2.0, Podcast, Blog, Twuitter, Youtube, Wikis, Orkut, etc. “A nova fase da internet nada tem a ver com forma, mas com conteúdo. E também não se trata de uso intensivo da tecnologia, mas de interação na comunicação.” Frase de Ana Redig que ilustra bem essa parte da apresentação. Falamos ainda sobre as dificuldades e cuidados necessários no manuseio das novas tecnologias proporcionadas pela Web 2.0. Citamos a dificuldade de censura, a necessidade de senso crítico e o aumento da insegurança digital. No tópico sobre “Jornalismo Cidadão” consideramos como as novas ferramentas da Web contribuem para a democratização da informação. Isso se dá através da colaboração de pessoas do mundo inteiro na informação veiculada na mídia. O trabalho também abordou personalidades que aderiram ao poder da Web 2.0 como o jogador de basquete Shaquille O'Neal, o jornalista Ricardo Noblat e o governador de São Paulo José Serra.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Um novo conceito em jornalismo

Um dos jornalistas mais experientes e respeitados na atualidade, fala sobre
a importância da mídia digital e dá dicas importantes para os estudantes


Sílvio Araújo

Um simulacro de jornalismo, é assim que o jornalista e blogueiro Ricardo Noblat classifica o trabalho realizado pelas assessorias de comunicação. A declaração foi feita nessa última quarta-feira durante entrevista concedida aos alunos do Centro Universitário Newton Paiva. Ele falou de seu blog, que é um fenômeno de audiência na internet, e debateu sobre a importância da convergência das mídias para a democratização da informação.
O blog foi criado em 2004, mas Noblat não imaginava que ele se tornaria o mais acessado do Brasil, com uma média de 100.000 visitas diariamente. O blog é uma referência em política, que sempre foi um tema muito apreciado e explorado por Noblat ao longo de sua carreira de mais de 40 anos. O jornalista acredita que a política só é vista como um assunto chato porque os jornalistas brasileiros a abordam de forma chata. Segundo ele, se as notícias sobre política fossem escritas de forma atrativa, os brasileiros a veriam como algo fascinante.
Noblat acredita que a mídia impressa terá de passar por uma transformação para se adaptar à nova realidade do mercado, mas não crê que o jornal impresso deixe de existir. Vê na internet e, particularmente, no blog, a possibilidade de um espaço para debates democráticos com participação significativa dos internautas. “Blog é informação instantânea com possibilidade de aprofundamento”. De acordo com ele, os leitores redefininem o conteúdo do blog.
Noblat diz que o jornalista deve fazer seu trabalho com paixão, ou terá a qualidade comprometida. A apuração na mídia eletrônica deve ser, de acordo com ele, muito mais rigosora, pois “é mais difícil diluir um erro cometido na internet”. Considera muito importante reconhecer erros em material já publicado, atitude conhecida como “mea culpa”, e que não é prática muito comum no jornalismo. “Sempre fui muito rigoroso com a questão da apuração das informações”. Noblat ressalta que “o jornalista deve ser partidário da população”, mas admite que nenhum jornalista consegue ser isento de opinião.
Defende a democratização da informação e, ao contrário da maioria dos brasileiros, não apóia a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Para ele, a internet possibilita que qualquer pessoa crie conteúdo jornalístico e derrube o monopólio que os jornlistas formados “achavam que tinham”. Na sua opinião, o indispensável para o exercício do jornalismo não é o diploma, e sim o talento.



O Que é Ser Blogueiro

Ricardo Noblat fala de internet, jornalismo e política. Ele não considera o diploma de jornalista como um pré-requisito para o exercício da profissão, e diz que as assessorias de imprensa fazem um "simulacro" de jornalismo.


Dionathan Matos

Uma pesquisa nacional da CNT/Sensus realizada em setembro de 2008, apontou que 74,3% da população brasileira é a favor da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Mas Ricardo Noblat não faz parte deste percentual. Com mais de 40 anos dedicados ao jornalismo, principalmente impresso, ele acredita que talento, paixão e dedicação é que são elementos realmente indispensáveis para produzir conteúdo de qualidade. Em entrevista concedida aos alunos do Centro Universitário Newton Paiva na última quarta-feira (26/08), Noblat falou sobre seu blog, o mais visitado no Brasil, e debateu sobre os desafios do jornalismo na atualidade e a importância da mídia digital. O debate foi mediado por Claudinei Ferreira e contou também com a participação do jornalista Guilherme Kujawsky.
O “blog do Noblat”, hospedado no site do jornal O Globo, tem uma média de 100.000 visitas diárias. Ricardo Noblat iniciou seu trabalho de blogueiro em março de 2004 sem alimentar muita expectativa. Ele afirma que subestimava o blog até saber de sua audiência. Hoje reconhece que as atividades no blog lhe dão muito mais trabalho do que suas antigas funções como jornalista. Segundo ele, o horário de trabalho é indefinido e há expectativa de notícias para postar o tempo todo. Noblat vê a internet como um instrumento muito importante para a democratização da informação.
Como jornalista, Ricardo Noblat inciou sua carreira na década de 1960, logo no início da ditadura militar. Sempre se interessou muito pela política, que é a nota tônica de seu blog. De acordo com ele, a política é vista pelos brasileiros como uma coisa chata porque os jornalistas a tratam assim. Além de incentivar o debate, um dos seus objetivos com o blog é tornar os temas políticos atrativos para os leitores. “As pessoas expressam o que pensam mesmo anônimas ou sob pseudônimos”, diz. Ainda segundo o jornalista, a internet incomoda muito os países de regimes totalitários. Como exemplo ele cita os casos de tortura durante a guerra do Iraque. Os veículos impressos tinham as fotos que comprovavam esses crimes, mas não divulgaram e o fato só veio ao conhecimento público através da internet.
Sobre o trabalho em assessorias, Noblat dispara: “as assessorias de imprensa não fazem jornalismo, elas fazem um simulacro, algo muito parecido, mas que não é jornalismo”. Segundo ele, o jornalista que tiver paixão e estiver disposto a primar sempre pelo interesse público, ainda que precise bater de frente com os interesses de gente poderosa, terá muitos problemas no caminho, mas fará um jornalismo com muito mais qualidade do que os acomodados.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Apresentação do Blog


Este blog foi desenvolvido durante o 6º período do curso de jornlismo do Centro Universitário Newton Paiva, como parte das atividades da disciplina de Jornalismo Online. Nosso propósito com o blog é, além de realizar postagens periódicas relacionadas à disciplina, postar também comentários sobres os assuntos que estejam em voga. Iremos sempre nos ater à uma regra pré-determinada: a de postar comentários sobre apenas três assuntos diariamente.