Um dos jornalistas mais experientes e respeitados na atualidade, fala sobre
a importância da mídia digital e dá dicas importantes para os estudantes
a importância da mídia digital e dá dicas importantes para os estudantes
Sílvio Araújo
Um simulacro de jornalismo, é assim que o jornalista e blogueiro Ricardo Noblat classifica o trabalho realizado pelas assessorias de comunicação. A declaração foi feita nessa última quarta-feira durante entrevista concedida aos alunos do Centro Universitário Newton Paiva. Ele falou de seu blog, que é um fenômeno de audiência na internet, e debateu sobre a importância da convergência das mídias para a democratização da informação.
O blog foi criado em 2004, mas Noblat não imaginava que ele se tornaria o mais acessado do Brasil, com uma média de 100.000 visitas diariamente. O blog é uma referência em política, que sempre foi um tema muito apreciado e explorado por Noblat ao longo de sua carreira de mais de 40 anos. O jornalista acredita que a política só é vista como um assunto chato porque os jornalistas brasileiros a abordam de forma chata. Segundo ele, se as notícias sobre política fossem escritas de forma atrativa, os brasileiros a veriam como algo fascinante.
Noblat acredita que a mídia impressa terá de passar por uma transformação para se adaptar à nova realidade do mercado, mas não crê que o jornal impresso deixe de existir. Vê na internet e, particularmente, no blog, a possibilidade de um espaço para debates democráticos com participação significativa dos internautas. “Blog é informação instantânea com possibilidade de aprofundamento”. De acordo com ele, os leitores redefininem o conteúdo do blog.
Noblat diz que o jornalista deve fazer seu trabalho com paixão, ou terá a qualidade comprometida. A apuração na mídia eletrônica deve ser, de acordo com ele, muito mais rigosora, pois “é mais difícil diluir um erro cometido na internet”. Considera muito importante reconhecer erros em material já publicado, atitude conhecida como “mea culpa”, e que não é prática muito comum no jornalismo. “Sempre fui muito rigoroso com a questão da apuração das informações”. Noblat ressalta que “o jornalista deve ser partidário da população”, mas admite que nenhum jornalista consegue ser isento de opinião.
Defende a democratização da informação e, ao contrário da maioria dos brasileiros, não apóia a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Para ele, a internet possibilita que qualquer pessoa crie conteúdo jornalístico e derrube o monopólio que os jornlistas formados “achavam que tinham”. Na sua opinião, o indispensável para o exercício do jornalismo não é o diploma, e sim o talento.
Um simulacro de jornalismo, é assim que o jornalista e blogueiro Ricardo Noblat classifica o trabalho realizado pelas assessorias de comunicação. A declaração foi feita nessa última quarta-feira durante entrevista concedida aos alunos do Centro Universitário Newton Paiva. Ele falou de seu blog, que é um fenômeno de audiência na internet, e debateu sobre a importância da convergência das mídias para a democratização da informação.
O blog foi criado em 2004, mas Noblat não imaginava que ele se tornaria o mais acessado do Brasil, com uma média de 100.000 visitas diariamente. O blog é uma referência em política, que sempre foi um tema muito apreciado e explorado por Noblat ao longo de sua carreira de mais de 40 anos. O jornalista acredita que a política só é vista como um assunto chato porque os jornalistas brasileiros a abordam de forma chata. Segundo ele, se as notícias sobre política fossem escritas de forma atrativa, os brasileiros a veriam como algo fascinante.
Noblat acredita que a mídia impressa terá de passar por uma transformação para se adaptar à nova realidade do mercado, mas não crê que o jornal impresso deixe de existir. Vê na internet e, particularmente, no blog, a possibilidade de um espaço para debates democráticos com participação significativa dos internautas. “Blog é informação instantânea com possibilidade de aprofundamento”. De acordo com ele, os leitores redefininem o conteúdo do blog.
Noblat diz que o jornalista deve fazer seu trabalho com paixão, ou terá a qualidade comprometida. A apuração na mídia eletrônica deve ser, de acordo com ele, muito mais rigosora, pois “é mais difícil diluir um erro cometido na internet”. Considera muito importante reconhecer erros em material já publicado, atitude conhecida como “mea culpa”, e que não é prática muito comum no jornalismo. “Sempre fui muito rigoroso com a questão da apuração das informações”. Noblat ressalta que “o jornalista deve ser partidário da população”, mas admite que nenhum jornalista consegue ser isento de opinião.
Defende a democratização da informação e, ao contrário da maioria dos brasileiros, não apóia a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Para ele, a internet possibilita que qualquer pessoa crie conteúdo jornalístico e derrube o monopólio que os jornlistas formados “achavam que tinham”. Na sua opinião, o indispensável para o exercício do jornalismo não é o diploma, e sim o talento.
Muito legal seu novo blog e ótima entrevista. Parabéns, continue assim.
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