Dionathan Matos
Uma pesquisa nacional da CNT/Sensus realizada em setembro de 2008, apontou que 74,3% da população brasileira é a favor da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Mas Ricardo Noblat não faz parte deste percentual. Com mais de 40 anos dedicados ao jornalismo, principalmente impresso, ele acredita que talento, paixão e dedicação é que são elementos realmente indispensáveis para produzir conteúdo de qualidade. Em entrevista concedida aos alunos do Centro Universitário Newton Paiva na última quarta-feira (26/08), Noblat falou sobre seu blog, o mais visitado no Brasil, e debateu sobre os desafios do jornalismo na atualidade e a importância da mídia digital. O debate foi mediado por Claudinei Ferreira e contou também com a participação do jornalista Guilherme Kujawsky.
O “blog do Noblat”, hospedado no site do jornal O Globo, tem uma média de 100.000 visitas diárias. Ricardo Noblat iniciou seu trabalho de blogueiro em março de 2004 sem alimentar muita expectativa. Ele afirma que subestimava o blog até saber de sua audiência. Hoje reconhece que as atividades no blog lhe dão muito mais trabalho do que suas antigas funções como jornalista. Segundo ele, o horário de trabalho é indefinido e há expectativa de notícias para postar o tempo todo. Noblat vê a internet como um instrumento muito importante para a democratização da informação.
Como jornalista, Ricardo Noblat inciou sua carreira na década de 1960, logo no início da ditadura militar. Sempre se interessou muito pela política, que é a nota tônica de seu blog. De acordo com ele, a política é vista pelos brasileiros como uma coisa chata porque os jornalistas a tratam assim. Além de incentivar o debate, um dos seus objetivos com o blog é tornar os temas políticos atrativos para os leitores. “As pessoas expressam o que pensam mesmo anônimas ou sob pseudônimos”, diz. Ainda segundo o jornalista, a internet incomoda muito os países de regimes totalitários. Como exemplo ele cita os casos de tortura durante a guerra do Iraque. Os veículos impressos tinham as fotos que comprovavam esses crimes, mas não divulgaram e o fato só veio ao conhecimento público através da internet.
Sobre o trabalho em assessorias, Noblat dispara: “as assessorias de imprensa não fazem jornalismo, elas fazem um simulacro, algo muito parecido, mas que não é jornalismo”. Segundo ele, o jornalista que tiver paixão e estiver disposto a primar sempre pelo interesse público, ainda que precise bater de frente com os interesses de gente poderosa, terá muitos problemas no caminho, mas fará um jornalismo com muito mais qualidade do que os acomodados.
Uma pesquisa nacional da CNT/Sensus realizada em setembro de 2008, apontou que 74,3% da população brasileira é a favor da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Mas Ricardo Noblat não faz parte deste percentual. Com mais de 40 anos dedicados ao jornalismo, principalmente impresso, ele acredita que talento, paixão e dedicação é que são elementos realmente indispensáveis para produzir conteúdo de qualidade. Em entrevista concedida aos alunos do Centro Universitário Newton Paiva na última quarta-feira (26/08), Noblat falou sobre seu blog, o mais visitado no Brasil, e debateu sobre os desafios do jornalismo na atualidade e a importância da mídia digital. O debate foi mediado por Claudinei Ferreira e contou também com a participação do jornalista Guilherme Kujawsky.
O “blog do Noblat”, hospedado no site do jornal O Globo, tem uma média de 100.000 visitas diárias. Ricardo Noblat iniciou seu trabalho de blogueiro em março de 2004 sem alimentar muita expectativa. Ele afirma que subestimava o blog até saber de sua audiência. Hoje reconhece que as atividades no blog lhe dão muito mais trabalho do que suas antigas funções como jornalista. Segundo ele, o horário de trabalho é indefinido e há expectativa de notícias para postar o tempo todo. Noblat vê a internet como um instrumento muito importante para a democratização da informação.
Como jornalista, Ricardo Noblat inciou sua carreira na década de 1960, logo no início da ditadura militar. Sempre se interessou muito pela política, que é a nota tônica de seu blog. De acordo com ele, a política é vista pelos brasileiros como uma coisa chata porque os jornalistas a tratam assim. Além de incentivar o debate, um dos seus objetivos com o blog é tornar os temas políticos atrativos para os leitores. “As pessoas expressam o que pensam mesmo anônimas ou sob pseudônimos”, diz. Ainda segundo o jornalista, a internet incomoda muito os países de regimes totalitários. Como exemplo ele cita os casos de tortura durante a guerra do Iraque. Os veículos impressos tinham as fotos que comprovavam esses crimes, mas não divulgaram e o fato só veio ao conhecimento público através da internet.
Sobre o trabalho em assessorias, Noblat dispara: “as assessorias de imprensa não fazem jornalismo, elas fazem um simulacro, algo muito parecido, mas que não é jornalismo”. Segundo ele, o jornalista que tiver paixão e estiver disposto a primar sempre pelo interesse público, ainda que precise bater de frente com os interesses de gente poderosa, terá muitos problemas no caminho, mas fará um jornalismo com muito mais qualidade do que os acomodados.
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