quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mídia digital, um novo tipo de jornalismo

 Há 15 anos, a televisão, o rádio e o jornal impresso eram os únicos veículos de que um cidadão comum dispunha para se manter informado. Mas de lá para cá a internet trouxe uma série de novas tecnologias que revolucionaram a comunicação e, consequentemente, a forma de se fazer jornalismo. A Web 2.0, um novo conceito da experiência online, possibilitou a democratização da informação no ciberespaço. Pensar em comunicação hoje é pensar em interatividade e colaboração.
Os blogs constituem a ferramenta mais popular da nova internet. Tanto que as novidades hoje são frequentemente divulgadas primeiro em um blog e depois nos meios de comunicação de massa. Não são necessários conhecimentos técnicos para criar e gerenciar blogs. Um novo blog é criado cada vez que alguém pisca os olhos, segundo pesquisa do site de buscas Technorati entre 2002 e 2006.Eles se tornaram muito populares a partir dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, na cidade de Nova Yorque. Essas páginas virtuais também foram determinantes por ocasião das tragédias causadas pelo furacão Katrina no sudoeste dos Estados Unidos. Pessoas do mundo inteiro procuravam notícias na internet e já se sabia que as informações mais recentes poderiam estar nos blogs.
Através do blog qualquer pessoa em qualquer parte do mundo pode produzir divulgar suas ideias e, conforme as circunstâncias, influenciar a grande mídia. Foi o que aconteceu nos exemplos já citados. Isso é o “Jornalismo Cidadão”, um novo conceito no qual já não existe a separação entre o emissor e o receptor da notícia. Ou seja, tanto o jornalista quanto o leitor, o ouvinte e o telespectador, converteram-se em interlocutores que, através da web, colaboram e interagem na busca da informação de qualidade. Basta ter um celular ou uma câmera digital e pronto, em questão de minutos é possível registrar o fato e divulgá-lo na rede.
Não são apenas os blogs que proporcionam essa participação de forma global na produção de notícias. O mesmo se dá com outras ferramentas desenvolvidas na internet, como os vlogs, flogs, podcasts e os sites wiki. Esses últimos podem ter seu conteúdo alterado, apagado ou reescrito por quem quer que seja a qualquer momento. O modelo mais conhecido desses sites é a Wikipédia, uma enciclopédia virtual que surgiu em 2001 e que atualmente é usada como fonte de informações por milhões de pessoas no mundo inteiro, inclusive jornalistas. Obviamente que estes a usam, ou deveriam usar, apenas para obter informações básicas, que mesmo assim devem ser checadas em fontes mais seguras.
As redes sociais atraem novos usuários a cada minuto e pode-se dizer que elas mudaram a maneira de viver das pessoas. Antes os relacionamentos eram pessoais, agora são, cada vez mais, virtuais. Namorar pela internet já é uma coisa comum há muitos anos, mas agora já é possível até casar pela rede mundial de computadores. Recentemente foram divulgados vários casos de pessoas que reencontraram parentes desaparecidos há muito tempo através do Twiter, o novo fenômeno de popularidade da internet. O governador de São Paulo, José Serra, é um dos muitos políticos que perceberam o potencial desta nova ferramenta. Ele a usa como veículo de campanha.
As redes também tem o poder de transformar desconhecidos em celebridades da noite para o dia. É o caso da jovem Stéphani que produziu um vídeo intitulado “Stéphani e seu CrossFox”. O vídeo teve uma repercussão tão grande que ela foi convidada para o programa de TV Domingo Legal e ainda ganhou um CrossFox de presente da VolksWagen pela propaganda gratuita.
A internet colocou à nossa disposição uma série de instrumentos que não devem ser negligenciados pelos jornalistas. É claro que ninguém vai conseguir reconhecimento da mídia ou do mercado da noite para o dia só porque sabe manejar essas novas armas. Uma dose de técnica é sempre bem vinda, mas talento e criatividade sempre serão indispensáveis ao bom jornalismo.















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